Home

22/02/2016 - Cultura Da Inovação Edição: Alemanha

  Culturas da inovação edição: Alemanha

Prezado Cliente,

Culturas da Inovação é o nome do workshop organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Estado do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o qual a GEBRAS participou. Esta oficina já teve várias edições internacionais, e entre os dias 08 e 09 de dezembro foi a vez da Alemanha.

Com a ideia de debatermos assuntos pertinentes à inovação tecnológica, aprendermos com projetos/iniciativas que deram certo, e estabelecermos uma parceria mais sólida com a Alemanha, a universidade realizou o evento com três palestrantes alemães: 1) Silvia Kohlman: representante de uma rede com 22 parceiros envolvidos na geração de energia limpa, 2) Tobias Zobel: dirigente executivo do Cluster alemão Medical Valley, responsável pela cooperação da Alemanha no Cluster da Saúde RS, e 3) Magnus Knecht: trabalha na EPI Energia, tendo como principais atividades os planejamentos técnico e econômico na execução de projetos de energias renováveis, desenvolvimento de ferramentas de planejamento e pesquisa. Os workshops eram ministrados paralelamente e abordavam vários assuntos.

Ingressamos na turma do Eng. Magnus Knecht. Seu

foco foi geração de energia eólica e fotovoltaica – energias renováveis.Assunto em que a Alemanha encontra-se como referência mundial pelas políticas públicas adotadas.O governo alemão almeja até 2050 que 80% de sua matriz energética seja produzida por fontes de energias renováveis. Atualmente, entre energia eólica e solar, estas correspondem a 25% da matriz energética.

Numa breve analogia em extensão territorial, percebe-se que a Alemanha possui um espaço geográfico que é aproximadamente a região sul do Brasil, e mesmo assim trabalham na produção fotovoltaica. Sendo que a radiação solar na região menos ensolarada do Brasil é 40% maior que a região mais ensolarada da Alemanha.

Analisando países com bons procedimentos, nos questionamos: o que falta para o Brasil deslanchar na produção de energia elétrica renovável com menor impacto ambiental possível?

Nossa matriz energética possui um percentual significativo em energia hidráulica, aproximadamente 65%. No entanto, é uma fonte de energia que causa um grande impacto ambiental, embora seja considerada uma fonte renovável também. Para melhorarmos nossa matriz, precisamos antes do investimento em tais usinas, investimento em pesquisas, para termos tecnologia brasileira aplicada e então reduzirmos os custos de produção.

Por exemplo, fabricação de células fotovoltaicas. A principal matéria prima para o produto é o silício, no qual o Brasil é um grande exportador por termos em abundância na nossa crosta terrestre. Para utilizarmos o nosso silício na fabricação fotovoltaica precisamos do elemento com um alto grau de pureza, o que exige um alto conhecimento tecnológico. Infelizmente ainda não temos o conhecimento necessário.

Com o intuito de estarmos buscando inovação tecnológica e informando nossos parceiros sobre energia elétrica, a GEBRAS busca o aprimoramento dos seus produtos e serviços.