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31/03/2016 - Geração de Energia Alternativa - Casca do arroz

Geração de Energia Alternativa  - Casca do arroz

Prezado Cliente,

Estamos enfrentado uma grande crise no setor energético. A baixa do nível dos reservatórios, que nos fazem recorrer às termoelétricas a carvão, juntamente com políticas econômicas desfavoráveis ao consumidor, vem elevando os custos com energia e nos apresentando literamente um “tarifaço” no faturamento de energia.

Mesmo com todos estes aumentos de tarifa, a eletricidade é indispensável em qualquer atividade industrial. Neste âmbito, as indústrias de beneficiamento de arroz dispõem de uma grande vantagem competitiva: gerar energia através do próprio resíduo, a casca do arroz. O uso desta biomassa, além de ser favorável ao meio ambiente, pois polui muito menos do que o carvão e evita que a casca seja jogada a céu aberto; ainda diminui custos com energia, os quais estão diretamente ligados aos custos de produção.

Uma das grandes preocupações das indústrias é o destino que se dá para o seu resíduo, tanto pela preservação da natureza, quanto pela imagem positiva de empresa verde que é passada para seus clientes. Segundo a Revista Anuário Brasileiro do Arroz, 22% do grão bruto é casca. Então porque não diminuir custos com energia e ainda dar um destino produtivo para todo este resíduo, transformando-o em economia para a empresa?

O ciclo principal de geração da bioenergia se dá com a entrada da casca de arroz na caldeira, servindo como combustível.

O vapor proveniente é levado em alta pressão para provocar movimento nas pás de um gerador de energia, convertendo energia mecânica em eletricidade.

O processo de cogeração se caracteriza pela produção de energia elétrica, aliada ao aproveitamento da energia térmica. No beneficiamento do arroz a energia térmica pode ser utilizada para secagem e parboilização, enquanto a eletricidade é aproveitada em todos os outros ciclos e, havendo grande quantidade de biomassa, a energia excedente ainda poderá ser comercializada com a concessionária.

A Revista Brasileira de Energia traz o seguinte exemplo: Uma indústria que produz 3,2t/h de casca de arroz pode suprir uma MCT (Micro Central Termoelétrica) de 1,2MW.Se a mesma trabalhar durante 8.300h/ano, teremos uma produção de 9.960MWh de energia por ano.

Este informativo mostra o quanto é possível ter um projeto que gere energia alternativa, sendo seu investimento inicial amortizado a partir da economia que será proporcionada com a redução de custos com energia.